nutrição chinesa

Os primórdios da dietética chinesa remontam à Dinastia Zhou (1100–700 aC). É um sistema de nutrição que se apoia nas teorias da Medicina Tradicional chinesa como a teoria do Yin e Yang, as cinco fases, as cinco substancias básicas, as causas internas e externas de doença, etc.

Com a ênfase na prevenção, a nutrição chinesa desempenha um papel importante na atividade terapêutica.
O valor atribuído à prevenção na MTC é ilustrado numa história que testemunha que em tempos idos, o sistema de salários para os médicos era determinado pelo estado de saúde imaculado dos seus pacientes. Quanto menos os seus pacientes adoeciam, mais alto era seu salário.

Mesmo nas suas origens, a dietética teve um papel vital no tratamento de doenças.
O Su Wen pode ler-se que:

“Quando o corpo está muito fraco, o terapeuta deve usar alimentos para repor o déficit.”

O famoso médico Sun Si Miao da Dinastia Tang (618-907 DC)  enfatizou ainda mais o importante papel da dieta afirmando que:

“A dieta deve ser o primeiro passo no tratamento de uma doença. Somente quando isso não funcionar, deve tentar-se outros métodos”.

A ideia contida nestas afirmações está alinhada com o princípio manifestado por Hipócrates, o pai da medicina Ocidental, quando afirmou:

“Que o alimento seja o teu remédio e o remédio o teu alimento.”

A teoria da nutrição ocidental concentra-se na categorização analítica e quantitativa dos alimentos. Essa categorização é baseada nos componentes dos alimentos, como carboidratos, lípidos, proteína, vitaminas, minerais ou oligoelementos. A visão oriental, por outro lado, segue o conceito qualitativo e holístico de yin e yang e ilustra como a natureza térmica e o sabor dos alimentos e ervas medicinais tem influência no corpo.

Hipócrates e Hildegard von Bingen empregaram abordagens semelhantes e mais energeticamente orientadas. Eles usaram a dieta como uma fonte terapêutica importante e barata para manter a saúde e tratar doenças. A TMC faz uma conexão estreita entre alimentos e ervas medicinais na terapia, uma vez que sua classificação segue os mesmos critérios. Alimentos e ervas podem promover ou impedir uns aos outros nos seus efeitos benignos, ou negativos sobre o corpo.

É inútil, porém prescrever ervas e acupuntura para um paciente com problemas de catarro sem informá-lo sobre alimentos que ajudam à produção de humidade e fleuma que são causa do catarro. Alimentos gordurosos, “junk food”, excesso de produtos lácteos, álcool, etc são um exemplo de alimentos prejudiciais.

Do ponto de vista da dieta chinesa devem ser ainda introduzidos alimentos que pela sua natureza térmica “direção” e sabor, ajudem à eliminação do excesso de humidade como, por exemplo, as peras.