O que é a massagem terapêutica?

Dizer que uma massagem é terapêutica ou de reabilitação é uma forma de indicar que o objetivo da massagem é oferecer benefícios à saúde. Em outras palavras, não há “finais felizes”. Outra característica da massagem terapêutica é que tanto o cliente como o terapeuta têm o objetivo comum de alcançar mudanças estruturais no corpo, geralmente através de uma série de massagens regulares.

Embora qualquer massagem profissional seja terapêutica, com benefícios reais para a saúde, algumas massagens concentram-se mais no relaxamento.

Por exemplo, uma massagem sueca é uma massagem mais superficial que melhora a circulação sanguínea e linfática, e ajuda à descontração. Embora seja bom para o corpo e a mente, não visa alterar as estruturas subjacentes do corpo, que podem causar dor e restrições aos movimentos.

A massagem de tecidos profundos ou massagem desportiva usa uma pressão mais profunda e fricção entre as fibras para libertar o tecido que está aderido ou em espasmo.

A massagem Tailandesa terapêutica ou a acupressão Tailandesa, tal com o Tuiná usam a pressão em determinados pontos sobre os músculos e fascia, e usa a mobilização de articulações com resultados muito positivos em muitas condições do sistema muscular e esquelético.

Para compreender um pouco melhor o contexto do aparecimento e percurso da massagem terapêutica é útil ter em conta alguns momentos da sua história.

Na década de 1880 os massagistas trabalhavam integrados na medicina convencional como assistentes médicos. Eles eram hábeis nas manipulações de tecidos moles e usavam técnicas conhecidas como “effleurage, petrissage, friction e tapotement” – os movimentos clássicos da massagem sueca – desenvolvidos pelo médico europeu Johann Mezger.

Na década de 1930, a massagem sueca estava contido em todo um sistema de fisioterapia que incluía manipulação de tecidos moles, mobilizações, hidroterapia e eletroterapia para condições gerais de saúde, tratamento de doenças e reabilitação de lesões. Os massagistas trabalhavam como fisioterapeutas junto de médicos, bem como em banhos públicos, spas, salões de beleza e nas suas próprias clínicas de saúde, às vezes conhecidas como casas de massagem.

No entanto, começaram a surgir “casas de massagem” que prestavam um serviço diferente. Nos anos 1950 e 1960, “salão de massagens” era um eufemismo para um local de prostituição. A massagem como terapia legítima caiu em descrédito, assim como as profissões de massagista.

Ainda hoje, existem pessoas que entram em contacto com massagistas independentes para perguntar sobre os seus serviços de massagem, dando a entender que estão interessados em outros objetivos ao referirem-se a “massagem de corpo inteiro” ou “com extras”.

Nas décadas de 1960 e 1970, uma nova geração de pessoas inspiradas no movimento da medicina natural e potencial humano voltou a interessar-se pela massagem terapêutica. O Instituto Esalen na Califórnia, que foi estabelecido em 1962, desenvolveu o seu próprio estilo de massagem e denominaram-se massoterapeutas. O nome que davam ao que faziam era massagem terapêutica para restaurar e diferenciar a reputação original e profissional da massagem.

Numa massagem terapêutica é apresentada ao terapeuta uma queixa específica, por exemplo, dor na articulação da anca, tensão muscular ou um espasmo na parte inferior das costas (ou uma combinação destas). O terapeuta segue então algumas etapas:

Avaliação da condição atual
Esta fase inclui uma consulta onde se preenche um questionário conhecido como anamnese, e se questiona acerca do início da dor, duração da mesma e outras características relativas à queixa.
O terapeuta, de acordo com a sua formação poderá também questionar acerca de estilo de vida e outros aspetos da mesma. Também irá observar a maneira como o paciente se move, testa a sua amplitude de movimento e sente a consistência do tecido durante o tratamento.

Assim que o terapeuta tiver uma boa ideia da sua condição, ele poderá propor uma abordagem para o tratamento como, por exemplo concentrar-se na área da queixa em vez de tentar fazer uma massagem de corpo inteiro durante uma sessão.

O terapeuta pode recomendar também uma série de sessões em intervalos recomendados e indicar o progresso que se pode esperar durante esse tempo. Ele ou ela podem recomendar outras formas de tratamento da área, como calor, gelo, hidroterapia ou alongamentos. Se apropriado, pode encaminhá-lo a outro profissional de saúde para avaliação e tratamento adicionais.

Consultas
Após estabelecido o plano de tratamentos, com base na avaliação e no plano acordado é importante que o paciente seja diligente na participação do mesmo já que a massagem tem o seu agente terapêutico na assiduidade.

No final dos tratamentos, o terapeuta e o cliente revêm os resultados. A dor é menor? Existe mais mobilidade na articulação? A sua postura melhorou? Com base nos resultados, o terapeuta pode recomendar sessões adicionais e a frequência. Se as consultas forem semanais, por exemplo, existirá um progresso mais rápido do que se esperar duas ou três semanas entre as sessões. Uma avaliação ocorrerá no final de cada sessão para determinar o curso contínuo da terapia.

A massagem terapêutica assume hoje várias formas de acordo com o sistema de saúde que lhe deu origem A massagem desportiva, a massagem Tailandesa, o Tuiná apresentam aspetos externos bastante diferentes. Aquilo que tem de ter em comum, no entanto é uma formação adequada por parte do terapeuta e um respeito absoluto pelo bem-estar dos pacientes assim como pelos objetivos originais da profissão e da terapia.

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